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Accel-PPP: o que é e como funciona como concentrador PPPoE

Quando o Mikrotik como concentrador PPPoE começa a sentir o peso da base, o Accel-PPP costuma ser o próximo passo. Entenda o que é e por que ele existe.

Por Equipe ZISP5 min de leitura
Servidor Linux representando um concentrador PPPoE Accel-PPP em um provedor de internet

Accel-PPP: o que é e como funciona como concentrador PPPoE

Em algum ponto do crescimento, muito provedor esbarra na mesma conversa em grupo de WhatsApp ou fórum técnico: "o Mikrotik não aguenta mais o PPPoE, alguém usa Accel-PPP?". O Accel-PPP é uma aplicação open-source que roda em Linux (Debian, Ubuntu ou CentOS) e funciona como servidor de túneis — PPPoE, PPTP, L2TP e, desde versões mais recentes, também como servidor IPoE — pensada para lidar com um volume de sessões simultâneas bem maior do que uma Routerboard consegue sustentar com estabilidade.

Por que ele existe

O PPPoE Server nativo do RouterOS é ótimo para começar, mas ele compete com outros processos do RouterOS pelo mesmo hardware, e Routerboards de entrada/meio de linha têm CPU e RAM limitadas para esse tipo de carga. O Accel-PPP, rodando isolado em um servidor Linux dedicado (físico ou virtualizado), tira esse processamento do roteador de borda e permite escalar separadamente: quando a base cresce, basta dar mais recursos ao servidor Linux (ou distribuir a carga entre várias instâncias), sem precisar trocar a Routerboard inteira.

Como ele se encaixa na arquitetura do provedor

Na prática, o desenho mais comum é:

  • O Accel-PPP recebe as tentativas de conexão PPPoE dos clientes e faz a autenticação, tipicamente contra um servidor RADIUS (que pode ser um banco próprio ou integrado ao sistema de gestão do provedor).
  • O roteador de borda (que pode continuar sendo um Mikrotik) cuida do roteamento, BGP com a operadora de trânsito e outras funções de rede, sem carregar o peso da autenticação de milhares de sessões.
  • O RADIUS centraliza usuário, senha, plano contratado e políticas de banda, permitindo liberar ou bloquear cliente por atraso de forma automatizada.

O que considerar antes de migrar

Migrar do PPPoE Server do Mikrotik para o Accel-PPP não é um processo trivial de "trocar uma caixa por outra". Exige um servidor Linux dedicado (ou VM bem dimensionada), conhecimento de administração Linux que nem todo time de provedor pequeno tem internamente, e uma integração RADIUS funcionando de ponta a ponta antes de migrar os clientes em produção. Vale planejar a migração em fases — começando com uma parte pequena da base — em vez de trocar tudo de uma vez num fim de semana.

Para quem realmente vale a pena

Se o provedor ainda está abaixo de algumas centenas de sessões simultâneas e o Mikrotik está estável, trocar para Accel-PPP agora é resolver um problema que ainda não existe, trocando simplicidade por complexidade operacional sem necessidade. O momento de considerar a migração é quando aparecem sinais concretos: CPU da Routerboard constantemente no limite, sessões caindo em horário de pico sem causa externa aparente, ou plano claro de crescimento que vai ultrapassar a capacidade do hardware atual em poucos meses.

O que o sistema de gestão precisa entregar, seja qual for o concentrador

Trocar de Mikrotik para Accel-PPP resolve a capacidade de autenticação, mas não resolve sozinho a gestão do cliente — cadastro, plano, cobrança e bloqueio por inadimplência continuam sendo um problema à parte. O ZISP mantém o controle de PPPoE integrado via API do RouterOS para quem opera com Mikrotik como concentrador, com bloqueio automático de inadimplente e troca de perfil sem intervenção manual. Para provedores com Accel-PPP via RADIUS próprio, vale conversar com o time para entender o cenário de integração. Para conhecer o sistema, acesse sistema.zisp.com.br.

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